16 de dezembro de 2015

O último abraço



(Ericeira-talvez um dia...)
 
 
O último abraço

Se eu pudesse voltar atrás no tempo e não te deixar partir, se eu pudesse voltar atrás no tempo e prender-te para sempre naquele abraço. Se eu pudesse…

Sinto saudades do teu último abraço, quando os nossos passos receosos se voltaram para trás e os nossos olhares tristes se cruzaram pela última vez.

Sinto saudades daqueles bons momentos, que ficaram para sempre gravados no meu coração. Sinto saudades de um tempo que não parou, de um tempo que passou rápido demais, quando nós apenas queríamos que ele parasse naquele momento, naquele instante...

O tempo passou e as marcas do passado também foram desaparecendo, mas eu ainda sinto saudades de ti. Até sinto saudades do perfume das flores secas, que andaram tanto tempo espalhadas pela casa, porque me faziam recordar de ti.

O relógio não parou e tu partiste.

A vida, também não parou, continuou a ser feita de outros sonhos, outras emoções, outros momentos – sem ti –, a pensar em ti.

A crueldade da vida trocou-nos as voltas. Trocou os nossos sonhos e as nossas promessas, por, apenas, recordações. Trocou o meu sorriso por lágrimas e o azul do céu por dias cinzentos.

A vida deu voltas e mais voltas, mas cada vez me afastou mais de ti.

Mas, por mais que os nossos caminhos se afastem e por mais que estejamos distantes; por mais que o tempo passe e que tente que eu te esqueça, eu vou estar, sempre, à espera de mais um abraço teu – para que aquele abraço não seja o último.

Eu vou estar, sempre, à espera de um último abraço!...

Dina Rodrigues
15/12/2015

24 de fevereiro de 2015

Paulo Gonzo e Ana Carolina - "Quem De Nós Dois"



"E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais...

Mas toda a vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida..."

12 de fevereiro de 2015

Este livro




Este livro

Este livro em que te criei,
Inatingível, além das estrelas…
Saltei páginas, na ânsia de lê-las,
Na busca do que sempre sonhei.

O meu coração estremeceu
Ao folhear grande parte de mim…
Os meus olhos perderam-se assim,
Pela tua imagem que desvaneceu.

Neste livro em que te escrevi
Tudo o que imaginei e não vivi,
O tempo passou sem eu te ter.

A vida, as páginas virou
Para um passado que não voltou,
Mas este livro, não vou esquecer!

Dina Rodrigues
02/02/2008


4 de janeiro de 2015

Feliz 2015

 
Talvez o nosso destino esteja já traçado, mas o nosso futuro depende muito das nossas decisões. Quase a acabarem os dias de festa e de volta ao trabalho e às rotinas diárias...
Boas decisões no início de mais um Novo Ano e sejam felizes!

Um Feliz 2015 para todos!

21 de dezembro de 2014

A tua Cadeira Vazia


 
A tua Cadeira Vazia

Onde estavas ontem à noite
Quando eu mais precisei de ti?
Onde estavas ontem à noite
Enquanto eu tinha por companhia
A tua cadeira vazia?

Ontem, eu não estava sozinha.
Eu estava acompanhada por tanta gente,
Pelo som de música romântica,
Pelo sorriso e olhar cúmplice dos casais,
Pela alegria de grupos de amigos,
Mas ao meu lado restava o silêncio…
O silêncio de uma bebida
E de uma cadeira à tua espera.

Ontem, eu não queria prendas,
Nem estar a sós contigo.
Ontem, eu só queria a tua companhia
Na minha mesa vazia.

Sem ti, senti-me só
E antes que se sentasse comigo a solidão,
Levantei-me do vazio da minha mesa
E sentei-me ao balcão.

Dina Rodrigues
20/12/2014



2 de agosto de 2014

Um barco à deriva



Um barco à deriva

Um dia embarquei num barco à vela
e deixei-me ir ao sabor das ondas e do vento.
Na imensidão de um mar de ilusões,
aventurei-me a navegar e a sonhar…
Mas hoje sinto-me um barco à deriva,
perdido no meio de um oceano
de incertezas e desilusões.
Longe de tudo o que sonhei ou imaginei,
choro os frágeis elos que se quebram,
no vazio do tempo e da distância.
As velas rasgam-se e os laços desfazem-se,
talvez para sempre...
Perdida de terra firme,
mas rodeada de um azul infinito,
mantenho a esperança de seguir um novo rumo
e, talvez um dia, num novo sonho embarcar.

Dina Rodrigues
01/08/2014

16 de junho de 2014

Feira do Livro de Lisboa - 2014

 


Depois de muitas vírgulas, vários pontos e vírgulas e algumas reticências... depois de mais de uma hora na fila, vários pontos de exclamação e de interrogação, eis que chega o ponto final: o encontro com o mestre da escrita - Pedro Chagas Feitas.



Encontro com a Ana Simão - Livro: a menina dos ossos de cristal
e Flavio Capuleto - Livro: Inferno no Vaticano