6 de dezembro de 2020

O terrível ano de 2020


Quase a chegar ao fim, mais um ano, é tempo de começar a fazer o balanço de 2020.

Neste ano, muita coisa mudou para todos nós! Foi um ano de muitas emoções. Eu passei mais tempo em casa e demasiado tempo sozinha e com os meus pensamentos...

Tive de inventar atividades comigo própria, tentar manter a calma e estar serena, sem perder a minha sanidade mental, nem começar a falar com as paredes. Alguns dias, foram difíceis de passar e a tristeza tomou conta de mim, principalmente, em datas festivas, quando queria estar com a minha família e não podia. Noutros dias, consegui estar em paz comigo mesma, consegui aceitar a vida como ela é, consegui olhar pela janela e deixar o tempo passar, na esperança de dias melhores.

Estamos, outra vez, em Dezembro. Este ano, o tempo passou mais rápido e ficou tanta coisa por viver. Sinto que os bons momentos foram poucos e que os amigos estão mais distantes. Sinto saudades da liberdade de poder abraçar e beijar as pessoas.

Este ano, sinto-me um pouco perdida, sinto que ficou uma sensação de vazio... 

 Dina 06/12/2020

11 de outubro de 2020

Indecisão


Indecisão

O meu coração cansado,
Deixou de acreditar.
Tristemente, aceitou o fim.
Do passado,
Só restou a saudade...
O tempo passou, indiferente.
A vida, seguiu em frente,
Indecisa, para ti, para mim!...

Dina Rodrigues 
11/10/2020

(Foto - Baloiço Penedros da Cabeça - Ferreira de Aves, Sátão)

10 de outubro de 2020

O voo do pensamento


O meu coração ansioso,
Com vontade de te falar.
Apertadinho, soltou amarras...
Permitiu ao meu pensamento,
A liberdade de voar!

2 de maio de 2020

Primavera


A Primavera e a natureza, simplesmente, em flor. Indiferentes a esta Primavera negra,  da pandemia do novo Coronavírus, Covid-19.

Papoilas à beira do rio


Papoilas à beira do rio.

Lindas e frágeis, protegidas pela mãe natureza, elas crescem livremente, contrariando todas as adversidades e as incertezas da vida. 
Na simplicidade e na beleza da natureza, que cresce livremente, indiferente às adversidades do mundo que a rodeia, vemos a complicação e a dificuldade do homem em se libertar das amarras em que vive. Contrariamente à sua vontade, ou, simplesmente por comodismo?...

11 de março de 2018

Vila Nova de Milfontes

 

 
Vila Nova de Milfontes  - Abril 2017
 
 A passear pela Costa Vicentina

Passeio pelas dunas.


11 de março de 2017

As tecnologias e a solidão


Que mundo é este, em que estamos rodeados de tanta gente, com tantos amigos, mas cada vez nos sentimos mais sós?

Tantas redes sociais, tantas tecnologias à nossa disposição, tantas formas de contacto, mas cada vez nos sentimos mais sós...

O que é feito do tempo em que, simplesmente, ficávamos na rua, a conversar, até às tantas, a contar anedotas e a rir, por tudo e por nada, sem medo de acordar os vizinhos porque simplesmente o que queríamos era conviver com os amigos e divertirmo-nos?

Depois do trabalho, ou quando o tempo livre nos permitia, aparecíamos no café da esquina, sem tempo, nem hora marcada e por lá ficávamos até à da hora do fecho. Depois, lá continuávamos na rua, na conversa, até que alguém se lembrasse de ir a outra tasca beber mais uma imperial ou mais uma ginjinha e, assim, continuávamos mais algumas horas, pela noite dentro.

Estou a falar do tempo em que o uso do telemóvel era apenas para uma elite. Nesse tempo, não tínhamos internet, apenas usávamos o telefone fixo, mas se queríamos combinar alguma coisa com alguém, arranjávamos sempre uma maneira de a contactar; não era por isso que não deixávamos de nos encontrar. Nesse tempo, não tínhamos muitos amigos, mas os que tínhamos eram verdadeiros e, estavam sempre lá, sempre que alguém precisasse de alguma coisa.

Nesse tempo, eramos felizes, sem tecnologias, mas com simplicidade.

E agora, que temos tantas tecnologias, tantos amigos, uns reais e outros virtuais - o que nos resta?

Agora, restam-nos os amigos, com hora marcada, com stress para chegarmos a horas ao evento, que combinámos por uma qualquer rede social. Restam-nos os amigos por interesse. Restam-nos aquelas pessoas que só se lembram que nós existimos, quando precisam de nós.

Restam-nos os telefonemas e as mensagens pelo Natal e Passagem de Ano, às quais, muitos já nem respondem - por falta de tempo, ou por falta de interesse.

Mas, no meio de tudo isto, ainda existem aquelas pessoas que se preocupam connosco, aquelas que se importam connosco e que nos procuram, só para saberem de nós. São aquelas pessoas que nos dão a mão e que nos ajudam a levantar quando estamos sem forças. São aquelas pessoas que têm a capacidade de nos fazer sorrir, quando estamos tristes. São aquela companhia, com quem podemos sempre contar, nos nossos momentos vazios.

Felizmente, ainda nos restam algumas pessoas que fazem tudo o que podem e que dão muitos passos, para nos verem felizes!

São estas pessoas que temos de preservar e manter sempre por perto. É por estas pessoas que temos de fazer tudo, o que estiver ao nosso alcance, para que elas se sintam bem, porque sabemos que elas fazem o mesmo por nós. São estas pessoas que ainda nos fazem acreditar que a vida vale a pena…

Dina Rodrigues
11-03-2017